Escrevendo o que penso, o que sou, o que vivo. Essa vivência é só existência de um ser em conflito, em atrito e em capítulos de uma história que já começou: A minha.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Encantando-se
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Cozinha, música e poesia
Hoje,dia chuvoso e com muita vontade de me esquentar, escuto jazz de um cd “Cooking tunes”. Músicas para cozinha? Já cozinhei ouvindo músicas várias vezes e como é bommm.Mas nunca tinha pensado nessa possibilidade músicas para cozinhar!!!!
Daí a idéia, escrever meus momentos de prazer em cozinha associando-o a musicas e poesia, ainda não sei bem o que vai sair dessa mistura adocicada e afrodisíaca que aqui me proponho, nem tão pouco sou chef de cozinha, mas como apreciadora de boa comida, boa musica e poesia (que sempre é boa), me atrevo a deixar meus registros vivenciais e saborosos.
Ao Som de Mario Biondi - This is what you are, meus primeiros escritos:
Sabores da Vida
A vida em sabor é mix de essências, temperos e sensações.
Pode se está só, junto, triste, alegre, velho, novo tudo tem sabor. Seja amargo ou doce, seja salgado ou sem gosto, seja você ou eu.
São aromas, gostos, certeza, duvidas, medos, quente, frio, amendoado, aveludado, em movimento, estático, escrito, desenhado, apimentado, envergonhado, encaracolado.... Falo de sabores ou de vida? De sensações ou visões?
Como queres sentir?
Um jazz experimentado, um samba dançado ou uma vida na janela?
Prove é gostoso, seja você em todas os seus sabores e deles retire essência e vivência. Seja tímido ou extrovertido, seja sonhador ou realista, seja doce ou salgado, seja humano em demasia e viva a demasia da humanidade, seja os desejos reprimidos e expressados, seja assim...
Com seus conceitos e pré-conceitos, com suas convicções e não deixe-as sucumbir suas experiências pois delas que se sabe os sabores da vida.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Re-postando "Aos Amigos"
Tudo gera completude.
A flor que completa a abelha.
A cor que completa o arco-íris.
Um Eu que completa um Tu.
É nessa troca constante, incessante que vivemos, afins, aquém, além.
Como o hotizonte que completa a paisagem só por existir e insistir em está lá.
Tenho me completado com pessoas, com risos, danças, frases piegas e pífias, histórias que me deram alento e me fizeram vê que aqui dentro mora um pouquinho de todos que conheço. ME COMPLETEI, não apenas com um ser como cantam os amantes, mas com todos como traduz a quimera.
"Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo" (Tribalistas) frase que se traduz em mim como:
Estou em vocês, vocês estão em mim, numa troca constante e por vezes errante que irradia e me diz que não estou só.
"Deus faz o solitário habitar em família" (Salmos 68. 6) Vivi essa afirmação nesses últimos dias, mesmo que desprendidos disso, vocês me fizeram vê que vivo, em mim, em vocês e com vocês.
À vocês amigos que me cercam em carinho, amor e amizade. Que me mostram as grandes e diversas faces de mim: menina, mulher (com um pé lá), estudante, profissional, solitária, em multidões, irmã, amiga, prima, alegre, triste, divertida, morgada, dançarina, atrevida...
À vocês que com carinho fazem parte de mim.
Aos amigos que me cativaram por apenas existir.
AMO VOCÊS !!!!!!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Última Oração
que traduz o meu desejo e amor;
que arranca de mim as mais singelas palavras;
que não acaba mas embala meus sonhos;
que não preenche, mas enche a boca d'água;
que não tem final e sim continuidade;
que não é simples, mas claro;
que embeleza minha essência;
que repete minhas angústias em versos doces e fortes;
que danço nos versos escritos;
que canto com as letras;
que me acalmo em poesias;
que se revela em palavras de um amor não alcançado, mas acariciado.
Última, primeira e eterna oração do meu coração que não para de pulsar e desejar o apogeu da sua existencia.
sábado, 5 de março de 2011
Piegas demais
Viver como se tudo já fosse acontecer e esquecer do que está acontecendo.
Viver em mundo de coisas e ilusões onde a própria situação já traduz o fracasso.
Então viver, ser e entender que o que se espera de nós é a vida. E deve ser vivida, criada, recriada.
Inventar o que se quer o que quiser, até que um dia, piegas seja viver a vida sozinho, acompanhado ou entediado e acima de tudo animado com o possível que veio do invisível.
É como se a vida nos convidasse a dançar e a experimentar o que não vivemos, experimentar viver o invisível, o impossível, o improvável o admirável por mim e para mim.
Apenas pra mim.
sábado, 13 de novembro de 2010
Trilha Sonora
Dançar com os pés firmados no chão, com o pensamento nos ares.
Dançar em pensamentos e com os olhos fechados.
Dançar ao escrever essas palavras.
Emoções e emoções despertaram em mim, parece que não posso calar meu pensamentos, minha felicidade, que pulsa e impulsiona suspiros, sorrisos, anseios, desejos, alegria, sonhos...
É tão profundo que chego a sonhar acordada, meu coração já não mais sabe o que sentir.
Não sei se choro ou se deixo meu sorriso aflorar.
Som da vida, existência precedente. Ação momentanêa e impulsionante de sentido.
Exagero e mistura de sentimetos que não cessam, se desdobram e desaparecem para dar lugar a nostalgia de tê-los sentido.
Nunca imaginei que seria tão tocada por uma trilha sonora.
Talvez essa seja a trilha da minha existência, o meu grito por liberdade e vida;
O meu prazer em sonhar além de mim e dos meus;
O querer ser de todos e ainda assim faltar alguém;
O meu silenciar diante das incertezas;
O meu bravejar diante das verdades do meu coração.
Sons, danças, músicas, notas, tons a destoar minhas canções.
Uma trilha sonora, simples trilha sonora...
Um momento pra ser além do meu viver e deixar de entender a vida para vivê-la em cada vão momento e expressão.
*Filme "Som do Coração"
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Minha Crises
Já passei por diversas, desde amores não correspondidos a necessidade extrema de ser feliz. Nesse percurso me desfiz, desmoronei, me angustiei, mas renovei minhas forças e descobrir dentro de mim uma pessoa que não conhecia.
Novas atitudes, novos conceitos me formaram e me transfomaram em uma pessoa melhor, e as vezes pior.
Algumas vezes deixei de acreditar no amor, no seu contentamento, na realização de sonhos, me descobrir cética e pessimista (o que não combina comigo), no entanto criei versos e poesias que me fizeram reviver.
Com isso vieram os sonhos, as certezas e sobretudo a vida, que se revelou a mim como intuição e aprovação de uma experiência precisa e sincera.
Descobrir a felicidade... não existe contos de fadas.
Não há certezas sem dúvidas, e por isso a felicidade além da qualidade de ser feliz é a certeza de que se fez o melhor e que ainda tenho a oportunidade de melhorar minhas atitudes e decisãos.
Achei em mim um OTIMISMO que me fascina, simplesmente por não achar motivo para ele.
O único que talvez exista seja de que otimismo só se faz na certeza de que se pode melhorar.
E assim vou vivendo entre crises e risos, insônia e sonhos, estagnamento e dança.
Criando vou vivendo, vou vivendo e criando.
Sendo feliz com o que resta e o resto jogarei fora.
E lá se foi mas uma crise.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Rápidos e precisos
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Vivendo
Será a tradição ou a insensatez de um coração, que enobrece e embebesse o meu viver?
Tantas coisas possuo outras tantas construo e só choro o que não é meu. E por ser seu me aniquila a solidão.
Será ambição pedir à solidão que se afaste, será necessário um afago banal ou um tesouro ideal para as realizações?
Ações a ser desdobrada e eu mendigando o perigo e a atenção.
Ações de um privilégio a repercutir meu caminho.
Ações de um per-curso animado e desaforado aqui e ali.
Preciso tomar as rédeas das emoções, não pretendo trancafiá-las em lamentos, mas libertá-las no seu devido acontecimento.
Preciso acreditar no por vir que é além de está para ser alguém.
Preciso caminhar e encarar os medos, os tormentos, as incertezas, as angústias e ainda assim viver.
E ter nesse viver o bastante para ser feliz.
Espero que as palavras formem poesias e que as poesias formem contentamento e daí só desdobramento de um possível e provável aqui e agora.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Meu credo

Creio no que existe e no que me faz existir;
Creio em um Deus que vai além da minha condição, e me ama antes mesmo de ser amado;
Creio e somente creio;
Creio, e arrisco devaneios de minha mente sincera e discreta ao se apresentar;
Creio em direções e contradições que a vida revela;
Creio no outro como agente de um Deus Uno e Trino. Afinal eu sei todo ser humano. Pode ser um anjo[1];
Creio em mim e deixo de acreditar a cada erro;
Creio nos que acreditam em falhas;
Creio nas ações e reações do ser humano;
Creio no otimismo e o pratico com gentileza;
Creio que da solidão podemos encontrar certezas para viver a felicidade;
Creio nas condições de existência que eu mesmo criei;
Creio nos que professam verdades com humildade;
Creio no amor ao próximo como essência e existência do Cristianismo;
Creio em um Deus que dança. E ouso a descordar de Nietzsche[2];
Creio da dança como expressão do corporalidade;
Creio no ser mulher como expressão de sensualidade e amor;
Creio na sedução que fazemos e sofremos;
Creio e apenas creio na felicidade, que só é alcançada por aqueles que crêem nela;
Creio na vida e em sua infinitude. Afinal tenho valores e ações eternas;
Creio na eternidade, mas admito que a brevidade da vida me intriga a viver cada vão momento[3];
Creio no "Carpe diem"[4];
Creio nos amigos e em suas falha;
Creio na juventude e em sua eternidade expressa em fatos e ações;
Creio, e somente creio que a vida vale mais quando aprendemos a ser humanos;
Humanos que em demasia sofremos, choramos e morremos;
Creio nas altas gargalhadas como exorcista de uma alma ensanguentada pelo sofrimento;
Creio na verdade de ser mortal e ainda assim viver eternamente;
Creio tão somente creio que outros pensem diferente, que vivam diferente;
Creio na inspiração que tenho, e nas poesias que escrevo;
Creio na realidade das coisas que me rodeiam, e das que estão por ai;
Creio nas criaturas divinas e na condição de humanidade nos dada;
Creio no ser Humano como imagem de um Deus amoroso;
Creio na família e em sua essência de união;
Creio nos amores e desamores que me formam;
Creio do indizível, por seu mistério apropriado;
Creio em detalhes que as palavras não revelam;
Creio em verdades e mentiras que me revelam;
Creio e tão somente creio que viver é não ter vergonha de ser feliz [5], que meu credo não consiste em palavras e tradições, mas na existência preconizante que me transforma a cada dia.
[1] Trecho da música Téo e a Gaivota, de Marcelo Camelo.
[2] Fazendo menção da frase de Friedrich Nietzsche: “Eu somente acreditaria em um Deus que soubesse dançar”.
[3] Citando Vinícius de Moraes. Soneto na Fidelidade.
[4] Frase em latim que significa: aproveite o dia.
[5] Parafraseando Gonzaguinha em sua música, O que é, o que é?
domingo, 25 de julho de 2010
Descobri quem sou.
Toda dor repousa na vontade,
todo amor encontra sempre a solidão.
Todos os encontros, todos os poemas,
manda me avisar, manda me avisar.
Todos os embates, todos os dilemas,
manda me avisar, manda me avisar.
Eu sei todo ser humano ai, ai.
Pode ser um anjo.”
Téo e a Gaivota - Marcelo Camelo
Cada som não pode ser interpretado em poesia. Cada tom não pode ser descrito em palavras. É como se brincasse de revelar a vontade que tenho de brincar e brigar com a vida. De me conformar e de indagar as condições de minha existência.
Ai, ai de mim, criatura em criação e de tanta animação me desfaço em poesia e saudade de ser o que ainda não sei. Saudade do inexistente. Saudade dos abraços que ainda não aconteceu. Saudades de ser além dos outros e ser para aquém dos pensamentos.
Saudades do que se foi. Redundante ou não, saudade do que se vai. Saudade da precedência de ser e de repente entender a vida. Entender o que nunca será entendido. Ai, ai o tédio que se forma agora e que se transforma em alegria triste de sentir tantos enfins.
Enfim a solução de ser eu a cada instante, a cada passo errante, de ser eu a cada confusão e condição, de ser eu Aqui e Agora.
Um Aqui e Agora para além da teoria que se preconiza na existência de simplesmente ser. E assim:
“Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou
É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade.”
Liberdade – Marcelo camelo
domingo, 15 de novembro de 2009
Liberdade
Eu posso ou não posso?
Quero ou não quero?
Sou ou não sou?
Eis as questões que nos intrigam na nossa vã vida e nos fazem esquecer que somos livres para poder, querer, ser e fazer o que desejamos.
Conscientes que essas escolhas nos transformarão e que é impossível voltar a ser os mesmos.
Risco? Existe.
Angústia? Existe.
Mas, Acima de tudo há liberdade, qualidade de ser livre.
domingo, 25 de outubro de 2009
Ser EU
(Clarice Lispector)
Foi lendo esse texto que descobrir que preciso ser EU, apenas um eu sem saída e medidas mas com adições, contradições e inspirações que me constroem e destroem o que é meu e que poderá ser teu se quiseres compartilhar comigo essa intripidez que avança e define minha vida.
Sou EU aqui e ali, nas ações, frases e danças, nas armadilhas e nas cartilhas, nas vida de um e de todos, na minha essência de vida que se revela em existência atualizante e atualizada.
Sou EU, em mim, em si, para si e para o mundo, num misto de coisas que me traduzem e seduzem o que em mim.
Respeitar a mim mesma só é possível quando me vejo e me vê é está despida das frações e versões que criaram de mim e ser Eu com defeitos em um percurso per-feito por mim. É me despir de mascara e ilusões que só me trazem frustrações de um dia não vivido, de outros escondidos e de um amanhã esperado e esperando encontrar o que não se sabe o que cabe em mim.
Não sei o que me cabe, nem o que preciso. "Só sei que é assim", é jargão demais pra um EU em transição e aquisição de EUS.
Mas assim vou vivendo, levando a vida ou sendo levada por ela?
Vivendo.
Sem deixar dúvidas, e mesmo assim com todas elas.
sábado, 26 de setembro de 2009
Medo
Medo de está só, mas já estou só, às vezes tenho medo de coisas que já existem e está acontecendo, meu medo é que elas insistam em continuar acontecendo.
Medo da solidão, aquela que sufoca e afoga os sonhos e certezas, porque só sentimos medo.
Medo de ser eu mesma e mesmo assim não ser.
Medo que descubram os meus segredos, e que eu tenho medo.
Medo que o amor roube a minha segurança.
Medo que risco me tire do chão, me tire de órbita.
Mas o que é o medo?
O que é isso que assustam todos e nos faz parar ou caminhar?
“O medo é a presença do terrível-não-acontecido, se apossando das nossas vidas. Ele pode acontecer? Pode. Mas ainda não aconteceu e nem se sabe se acontecerá”. Rubem Alves
Precipitação? Antecipação? Agonia?
Tudo isso pode se caracterizar como medo, como ânsia do que está por vir, mas que pode não vir.
Diante disso fiquei pensando no que fazer da vida, do medo, o que ser, de como viver? Como enfrentar a vida cheia de medos, ilusões e soluções?
Lembrei das palavras de Jesus em Mateus 6.34: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.
A questão é viver cada dia, cada segundo, aproveitando o que ele tem o que ele é. Será o último? Não sabemos. O que ele tem para nós? Não sabemos. Só descobriremos a cada segundo de existência.
Se for bom, maravilha.
Se for mal, melhoraremos.
Se sorrirmos, façamos com vontade.
Se chorarmos, derramaremos todas as lágrimas, para que ela não nos perturbe mais.
Agora penso, tenho medo de não aproveitar a vida e no meu epitáfio escrever: “Devia ter...... mais e mais”.
Medo, novamente o medo.
“O terrível não é o que está à frente; é o que deixamos para trás”. Rubem Alves
Nunca deixaremos de tê-lo, nunca seremos sem o medo.
Afinal não quero viver o futuro, muito menos o passado. Quero viver o meu PRESENTE PRECIOSO, hoje e somente agora. Deixando para trás só o que quiser ficar pra trás, tendo coragem de enfrentar o mal de cada dia, o dragão de cada dia.
E finalmente entender que: “Coragem não é ausência do medo. É viver, a despeito do medo”. Rubem Alves.
Assim vivo o meu medo de hoje e viverei o de amanhã.
E você está disposto a sentir medo?
sábado, 12 de setembro de 2009
Aos Amigos
Tudo gera completude.
A flor que completa a abelha.
A cor que completa o arco-íris.
Um Eu que completa um Tu.
É nessa troca constante, incessante que vivemos, afins, aquém, além.
Como o hotizonte que completa a paisagem só por existir e insistir em está lá.
Tenho me completado com pessoas, com risos, danças, frases piegas e pífias, histórias que me deram alento e me fizeram vê que aqui dentro mora um pouquinho de todos que conheço. ME COMPLETEI, não apenas com um ser como cantam os amantes, mas com todos como traduz a quimera.
"Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo" (Tribalistas) frase que se traduz em mim como:
Estou em vocês, vocês estão em mim, numa troca constante e por vezes errante que irradia e me diz que não estou só.
"Deus faz o solitário habitar em família" (Salmos 68. 6) Vivi essa afirmação nesses últimos dias, mesmo que desprendidos disso, vocês me fizeram vê que vivo, em mim, em vocês e com vocês.
À vocês amigos que me cercam em carinho, amor e amizade. Que me mostram as grandes e diversas faces de mim: menina, mulher (com um pé lá), estudante, profissional, solitária, em multidões, irmã, amiga, prima, alegre, triste, divertida, morgada, dançarina, atrevida...
À vocês que com carinho fazem parte de mim.
Aos amigos que me cativaram por apenas existir.
AMO VOCÊS !!!!!!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Loucos
...são os que procuram sem fim amar para viver ou viver para amar. São desconhecidos mas reconhecidos em cada olhar. São escondidos e intediados por ativismos que não constroem que apenas corroe o que de humano parece haver.
Ai vem o entardecer que revela o prazer da vida simples, da música boa, da poesia a toa que se vê no céu, na terra, no mar e no ar.
Loucos Perdidamente Loucos...
...são os canarinhos que cantam por existir e exprimir a beleza dos sons que sem palavras nos falam de liberdade, de saudade, do amor, do calor que a vida traz.
As vezes, as palavras são muitas, como agora. Sem sentido ontem, sem razão amanhã. Sentida hoje, com permissão para crescer e encontrar o prazer que nos faz amanhecer a cada instante que respiramos.
Loucos Inconfundíveis Loucos...
...são aqueles que acharam graça nesses escritos, entendendo o que fiz não por que é pra mim, pois o mim não faz nada, só recebe.
Entendes-tes alguma coisa? Sorris-tes, choras-tes, Encontras-tes o que procuravas?
Loucamente te respondo aqui e agora: És louco por natureza e ai está a eterna beleza que encontro ao me olhar.
domingo, 26 de abril de 2009
Vejo um povo que luta contra as potestades, contra a carne, que nega a si mesmo para não negar a um chamado. Um povo que escolheu ser diferente, que luta na contramão da vida. São TRANSGRESSORES.
TRANSGRESSORES?
Sim, TRANSGRESSORES. Transgridem um modo de viver ditado por muitos. Transgridem padrões de beleza, padrões de sexualidade, visões e ações. Transgridem sonhos e esperança.
Do chique escolhem ser brega,
Do sexo escolhem ser careta.
Da visão escolhem a incerteza que se traduz em fé.
Dos seus sonhos escolhem abandoná-los.
Da vida escolhem morrer pra si.
TRANSGRESSORES de um mundo onde o que é fashion é ter muitos amantes, é vê o provável, é aceitar o que já existe. Um mundo que constrói sonhos inatingíveis que prende seus seguidores em uma escuridão sem fim. E vão vivendo como zumbis, presos a realizações que não trazem paz, amor, nem esperança.
Quem está alienado agora?...
Olho para esse povo e vejo que é possível transgredir as certezas desse mundo e viver na contramão da história.
Cristo nos chamou para transgredir, para revolucionar, para transcender valores que são impostos a nós.
Valores que estão sendo pregados fora do quarto e da igreja. Valores que vão ser pregados nas nossas universidades, no nosso universo.
O que somos? TRANSGRESSORES.
O que seremos? TRANSGRESSORES.
Quebramos, destruímos todos os nossos sonhos para Deus construir o Dele conosco. Numa relação tão intrínseca que não se separa profano do sagrado, sujeito do objeto, carnal do espiritual. Uma aliança inquebrável, indissociável que por amá-lo negamos sonhos, família, relacionamentos, imagem, dinheiro, fama, a vida.
No entanto por amor a Ti (Senhor) o nosso chamado não negaremos.
Julliana Cíntia
Texto escrito no Tempo a sós com Deus, em um acampamento do
Movimento Estudantil Alfa e Ômega
Estudantes comprometidos com um só propósito.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Amar é tudo?
"Agora o que vamos fazer? Eu também não sei, afinal será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor o que mais pode ser? To aprendendo também."
O que eu também não entendo.
Jota Quest
O trecho dessa música me intriga e me fez pensar o que significa o amor pra mim.
Escolha? Sentimento? Paixão? Desejo?
Como o amor pode despertar tantos olhares para sua definição, sua vivência, seu sentir...
O amor que não se pode tocar, nem cheirar, que não tem sabor, não é visto e muito menos escutado. Não se pode defini-lo pelas percepções sensoriais.
Mas o que os poetas, amantes, compositores, namorados, humanos sentem? É o amor? O que ele é?
Espero que não entendam essas indagações como se não acreditasse ou vivenciasse o amor. No entanto não encontro frações, nem nos próprios corações, para explicá-lo, defini-lo ou declará-lo.
Será que amar foi feito para nós humanos? Mortais?
Deus é amor. Deus nos ama.
Seguindo esse amor, que é a essência e a existência entrelaçando sentido e razão, talvez nunca experimentemos nem tão pouco, experimentaremos amar.
O que procuramos e o que temos é uma forma e porque não dizer a partícula microscópica do amor.
Diante disso até a idealização do amor se torna banal.
Vejamos o amor de Deus:
"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: 'Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro'. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demónios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está
Amor que nada separa, nem mesmo a indiferença do ser amado. Ser feito pelo e para seu amor. Afinal será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor o que mais pode ser?
“Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3.16
Amor tanto que não nos restou amor.
Talvez o que temos seja a sombra fina e findável de um amor tão imenso que o universo, a dimensão humana também não entende. Quem sabe seja por isso que gastamos tanto tempo, escrevendo, cantando, procurando o amor.
O que encontramos?
Não sei, afinal to aprendendo também.
sábado, 28 de março de 2009
Usos e Costumes
As vezes mudamos tudo: seguimos uma dieta diferente, dormimos mais ou menos, saímos de férias ou aproveitamos um feriado. Usamos e abusamos da nossa liberdade diária.
Mesmo seguindo certas atividades rigorosamente, o rigor não é a supremacia cotidiana, especialmente se quisermos mudar e melhorar. Entretanto, conscientes da liberdade que temos as mudanças nos deixam chocados, atônitos e logo logo passamos a nos acostumar. (Mudança lembra ânsia, fragância de um disistabilizar).
Todos esses fatores são diferentes quando se trata de usos e costumes no ambiente religioso. A ânsia de ser diferente, de mudar o mundano, não se abre para as mudanças. Esquecendo que o caráter cristão não se traduz nem se explica em usos e costumes.
Me deparo com a frase: "Nasci assim, morrerei assim". E quase escuto o "e ponto final", como se a vida fosse feita apenas de fins.
Enquanto as respostas e argumentos me chegam a "ponta da língua"... Reflito na celebre frase: "as vezes é melhor calar". Me seguro em pensamentos e sensações de uma fala que me atinge. Quero insistir em apresentar meu coração cristão que nasce no novo homem e que deseja mudar em novidade de vida a cada dia.
Lembro das escolhas que fiz, das certezas que ainda tenho, dos meus usos e costumes que antes de me acostumar, quero melhorar.
Diante disso penso porque há uma separação entre usos e costumes humanos (comer, vestir...) e usos e costumes religiosos (pode usar ou não pode).
Há um homem humano e um homem religioso?
O humano é mundano?
Somos humanos?
Somos cristãos?
A resposta pra mim se torna clara, no entanto obscura para outros: Tudo que uso é meu Uso, tudo que acostumo é meu Costume.
Entendo que a liberdade que tenho de escolher entre arroz ou feijão para comer é a mesma para viver. A única certeza imutável é a minha salvação que Cristo não me deu em vão, quero continuar desfrutando da minha eternidade, que já começou, acreditando no amor, graça e fidelidade do Senhor para comigo.
Merecedora? Claro que não.
Mas vivo para vivenciar de um Deus vivo.
Um Deus livre dos conceitos e pré-conceitos de corações humanos e mundanos que convivem numa mesma esfera, sem separação, uma mesma coisa: o homem.
Prossigo meu caminho, aprendendo e apreendendo o que me serve, com liberdade pois sou SERVO DE ORELHA FURADA.
Julliana Cíntia
