É dificíl falar de crises, princilpalmente porque elas nos derrubam do cavalo e nos traz a tona a necessidade de mudanças.
Já passei por diversas, desde amores não correspondidos a necessidade extrema de ser feliz. Nesse percurso me desfiz, desmoronei, me angustiei, mas renovei minhas forças e descobrir dentro de mim uma pessoa que não conhecia.
Novas atitudes, novos conceitos me formaram e me transfomaram em uma pessoa melhor, e as vezes pior.
Algumas vezes deixei de acreditar no amor, no seu contentamento, na realização de sonhos, me descobrir cética e pessimista (o que não combina comigo), no entanto criei versos e poesias que me fizeram reviver.
Com isso vieram os sonhos, as certezas e sobretudo a vida, que se revelou a mim como intuição e aprovação de uma experiência precisa e sincera.
Descobrir a felicidade... não existe contos de fadas.
Não há certezas sem dúvidas, e por isso a felicidade além da qualidade de ser feliz é a certeza de que se fez o melhor e que ainda tenho a oportunidade de melhorar minhas atitudes e decisãos.
Achei em mim um OTIMISMO que me fascina, simplesmente por não achar motivo para ele.
O único que talvez exista seja de que otimismo só se faz na certeza de que se pode melhorar.
E assim vou vivendo entre crises e risos, insônia e sonhos, estagnamento e dança.
Criando vou vivendo, vou vivendo e criando.
Sendo feliz com o que resta e o resto jogarei fora.
E lá se foi mas uma crise.
Escrevendo o que penso, o que sou, o que vivo. Essa vivência é só existência de um ser em conflito, em atrito e em capítulos de uma história que já começou: A minha.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
domingo, 25 de outubro de 2009
Ser EU
Respeite a você mais do que aos outros. Respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. (...) Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma...
(Clarice Lispector)
Foi lendo esse texto que descobrir que preciso ser EU, apenas um eu sem saída e medidas mas com adições, contradições e inspirações que me constroem e destroem o que é meu e que poderá ser teu se quiseres compartilhar comigo essa intripidez que avança e define minha vida.
Sou EU aqui e ali, nas ações, frases e danças, nas armadilhas e nas cartilhas, nas vida de um e de todos, na minha essência de vida que se revela em existência atualizante e atualizada.
Sou EU, em mim, em si, para si e para o mundo, num misto de coisas que me traduzem e seduzem o que em mim.
Respeitar a mim mesma só é possível quando me vejo e me vê é está despida das frações e versões que criaram de mim e ser Eu com defeitos em um percurso per-feito por mim. É me despir de mascara e ilusões que só me trazem frustrações de um dia não vivido, de outros escondidos e de um amanhã esperado e esperando encontrar o que não se sabe o que cabe em mim.
Não sei o que me cabe, nem o que preciso. "Só sei que é assim", é jargão demais pra um EU em transição e aquisição de EUS.
Mas assim vou vivendo, levando a vida ou sendo levada por ela?
Vivendo.
Sem deixar dúvidas, e mesmo assim com todas elas.
(Clarice Lispector)
Foi lendo esse texto que descobrir que preciso ser EU, apenas um eu sem saída e medidas mas com adições, contradições e inspirações que me constroem e destroem o que é meu e que poderá ser teu se quiseres compartilhar comigo essa intripidez que avança e define minha vida.
Sou EU aqui e ali, nas ações, frases e danças, nas armadilhas e nas cartilhas, nas vida de um e de todos, na minha essência de vida que se revela em existência atualizante e atualizada.
Sou EU, em mim, em si, para si e para o mundo, num misto de coisas que me traduzem e seduzem o que em mim.
Respeitar a mim mesma só é possível quando me vejo e me vê é está despida das frações e versões que criaram de mim e ser Eu com defeitos em um percurso per-feito por mim. É me despir de mascara e ilusões que só me trazem frustrações de um dia não vivido, de outros escondidos e de um amanhã esperado e esperando encontrar o que não se sabe o que cabe em mim.
Não sei o que me cabe, nem o que preciso. "Só sei que é assim", é jargão demais pra um EU em transição e aquisição de EUS.
Mas assim vou vivendo, levando a vida ou sendo levada por ela?
Vivendo.
Sem deixar dúvidas, e mesmo assim com todas elas.
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