domingo, 26 de abril de 2009

TRANSGRESSORES

Tenho uma visão, diferente de tudo que vivi e que eu quis, de tudo que esperava e ansiava.
Vejo um povo que luta contra as potestades, contra a carne, que nega a si mesmo para não negar a um chamado. Um povo que escolheu ser diferente, que luta na contramão da vida. São TRANSGRESSORES.
TRANSGRESSORES?
Sim, TRANSGRESSORES. Transgridem um modo de viver ditado por muitos. Transgridem padrões de beleza, padrões de sexualidade, visões e ações. Transgridem sonhos e esperança.
Do chique escolhem ser brega,
Do sexo escolhem ser careta.
Da visão escolhem a incerteza que se traduz em fé.
Dos seus sonhos escolhem abandoná-los.
Da vida escolhem morrer pra si.
TRANSGRESSORES de um mundo onde o que é fashion é ter muitos amantes, é vê o provável, é aceitar o que já existe. Um mundo que constrói sonhos inatingíveis que prende seus seguidores em uma escuridão sem fim. E vão vivendo como zumbis, presos a realizações que não trazem paz, amor, nem esperança.
Quem está alienado agora?...
Olho para esse povo e vejo que é possível transgredir as certezas desse mundo e viver na contramão da história.
Cristo nos chamou para transgredir, para revolucionar, para transcender valores que são impostos a nós.
Valores que estão sendo pregados fora do quarto e da igreja. Valores que vão ser pregados nas nossas universidades, no nosso universo.
O que somos? TRANSGRESSORES.
O que seremos? TRANSGRESSORES.
Quebramos, destruímos todos os nossos sonhos para Deus construir o Dele conosco. Numa relação tão intrínseca que não se separa profano do sagrado, sujeito do objeto, carnal do espiritual. Uma aliança inquebrável, indissociável que por amá-lo negamos sonhos, família, relacionamentos, imagem, dinheiro, fama, a vida.
No entanto por amor a Ti (Senhor) o nosso chamado não negaremos.
Julliana Cíntia

Texto escrito no Tempo a sós com Deus, em um acampamento do
Movimento Estudantil Alfa e Ômega
Estudantes comprometidos com um só propósito.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Amar é tudo?

"Agora o que vamos fazer? Eu também não sei, afinal será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor o que mais pode ser? To aprendendo também."

O que eu também não entendo.

Jota Quest

O trecho dessa música me intriga e me fez pensar o que significa o amor pra mim.
Escolha? Sentimento? Paixão? Desejo?
Como o amor pode despertar tantos olhares para sua definição, sua vivência, seu sentir...
O amor que não se pode tocar, nem cheirar, que não tem sabor, não é visto e muito menos escutado. Não se pode defini-lo pelas percepções sensoriais.
Mas o que os poetas, amantes, compositores, namorados, humanos sentem? É o amor? O que ele é?
Espero que não entendam essas indagações como se não acreditasse ou vivenciasse o amor. No entanto não encontro frações, nem nos próprios corações, para explicá-lo, defini-lo ou declará-lo.
Será que amar foi feito para nós humanos? Mortais?
Deus é amor. Deus nos ama.
Seguindo esse amor, que é a essência e a existência entrelaçando sentido e razão, talvez nunca experimentemos nem tão pouco, experimentaremos amar.
O que procuramos e o que temos é uma forma e porque não dizer a partícula microscópica do amor.
Diante disso até a idealização do amor se torna banal.
Vejamos o amor de Deus:

"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: 'Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro'. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demónios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor". Romanos 08. 35-39.

Amor que nada separa, nem mesmo a indiferença do ser amado. Ser feito pelo e para seu amor. Afinal será que amar é mesmo tudo?

Se isso não é amor o que mais pode ser?

“Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3.16
Amor tanto que não nos restou amor.
Talvez o que temos seja a sombra fina e findável de um amor tão imenso que o universo, a dimensão humana também não entende. Quem sabe seja por isso que gastamos tanto tempo, escrevendo, cantando, procurando o amor.
O que encontramos?
Não sei, afinal to aprendendo também.

Julliana Cíntia

sábado, 28 de março de 2009

Usos e Costumes

Estamos acostumados a acordar, comer, trabalhar, se divertir, dormir... Algumas dessas atividades são realizadas "religiosamente", uma rotina cronometrada pelo nosso organismo e ou pelas organizações que seguimos.
As vezes mudamos tudo: seguimos uma dieta diferente, dormimos mais ou menos, saímos de férias ou aproveitamos um feriado. Usamos e abusamos da nossa liberdade diária.
Mesmo seguindo certas atividades rigorosamente, o rigor não é a supremacia cotidiana, especialmente se quisermos mudar e melhorar. Entretanto, conscientes da liberdade que temos as mudanças nos deixam chocados, atônitos e logo logo passamos a nos acostumar. (Mudança lembra ânsia, fragância de um disistabilizar).
Todos esses fatores são diferentes quando se trata de usos e costumes no ambiente religioso. A ânsia de ser diferente, de mudar o mundano, não se abre para as mudanças. Esquecendo que o caráter cristão não se traduz nem se explica em usos e costumes.
Me deparo com a frase: "Nasci assim, morrerei assim". E quase escuto o "e ponto final", como se a vida fosse feita apenas de fins.
Enquanto as respostas e argumentos me chegam a "ponta da língua"... Reflito na celebre frase: "as vezes é melhor calar". Me seguro em pensamentos e sensações de uma fala que me atinge. Quero insistir em apresentar meu coração cristão que nasce no novo homem e que deseja mudar em novidade de vida a cada dia.
Lembro das escolhas que fiz, das certezas que ainda tenho, dos meus usos e costumes que antes de me acostumar, quero melhorar.
Diante disso penso porque há uma separação entre usos e costumes humanos (comer, vestir...) e usos e costumes religiosos (pode usar ou não pode).
Há um homem humano e um homem religioso?
O humano é mundano?
Somos humanos?
Somos cristãos?
A resposta pra mim se torna clara, no entanto obscura para outros: Tudo que uso é meu
Uso, tudo que acostumo é meu Costume.
Entendo que a liberdade que tenho de escolher entre arroz ou feijão para comer é a mesma para viver. A única certeza imutável é a minha salvação que Cristo não me deu em vão, quero continuar desfrutando da minha eternidade, que já começou, acreditando no amor, graça e fidelidade do Senhor para comigo.
Merecedora? Claro que não.
Mas vivo para vivenciar de um Deus vivo.
Um Deus livre dos conceitos e pré-conceitos de corações humanos e mundanos que convivem numa mesma esfera, sem separação, uma mesma coisa: o homem.
Prossigo meu caminho, aprendendo e apreendendo o que me serve, com liberdade pois sou
SERVO DE ORELHA FURADA.
Julliana Cíntia